sábado, 19 de dezembro de 2009

Lágrimas de Palhaço

Carmen Apóstolo

Palhaço, palhaçadas
na corrida das quebradas,
das cadeiras. espalhadas
entre os sonhos das rodadas
Vidas, pandeiros,
Cores, alegrias
encenando nossos dias
entre cantos e poesias...
E no fim,
resta uma lágrima...
Os lábios traçam sorrisos
E a dor dá cambalhotas
pra esconder as agonias
nas gargalhadas sombrias.

domingo, 29 de novembro de 2009

Mensagem de Natal

Carmen Apóstolo



A árvore brilha entre lembranças,
o amor navega em águas claras,
corações faiscam na esperança,
luzes brilham entre cores raras!
Ouro, incenso e mirra,
a grande oferta para o rei dos Reis,
a estrela guia , marca novamente,
grande chegada triunfal de Deus!
É o Deus menino a conduzir as vidas
num terno canto universal:
Noite feliz
Noite de paz e de amor,
salve Jesus,
o nosso rei
E salvador!



domingo, 15 de novembro de 2009

Depois da lógica

Carmen Apóstolo

Depois de ler Drummond,
mudei de ideia,
os versos se me afloram
sem crítica qualquer,
sem medo ou sem fiscal,
ou ainda sem fugir
daquele verso ideal.
Porém notei
que ,sem querer, rimei.
Versos de Cordel
me invadem de quando em vez.
Assim, de poetas, a sala se faz repleta
na fantasia imortal.
O meu inconsciente preenche, sem querer,
páginas brancas de saudade:
Cecília, Bandeira , Drummond
e outros mais...
A todos me curvo
e a eles rende-se o mundo !
Num repente, acordo !
Aí , a imagem se desfaz no sopro
de distância universal,
surgindo ao longe o caminho
entre o sonho e o real












quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Bons momentos vividos

Carmen Apóstolo

Melhores momentos vividos
são os momentos da alma,
aqueles que fazem correr a pena.
O melhor entre os melhores
é o do nascer do sol:
As flores coloridas,
o mar azulando as cores
e os sonhos, com mais sabores,
os amores e a força, enfim!...
melhores são todos os momentos
em que haja força,
em que haja lida.
O melhor mesmo de todos,
é ,antes, possuir a vida!...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A flor que era amarela

Carmen Apóstolo

Sempre eu digo que a flor é bela!
Não sei porque, sempre amarela,
Mas, ainda vejo muitas cores nela:
azul, verde, violeta, enfim,
a mistura completa
do mar, do céu e do arco-íris
no espectro das sete cores,
A suave nuança dos amores.

domingo, 25 de outubro de 2009

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Já é Tempo...

Carmen Apóstolo

Já é tempo que eu diga
aquele verso perdido,
esquecido no tempo,
perdido entre lembranças.
Eu tenho que encontrar aquele verso,
tenho que dizer aquele verso !
É, já não o tenho
senão na miragem
da minha própria imagem.
Estrelas Carmen Apóstolo

No tempo pouco
das horas poucas,
que direi eu às estrelas,
à noite, ao luar ?
Vou embalar minhas lembranças,
porque ao frio, as esperanças fogem,
e as ideias, estas ideias...
já não me bastariam pra dizer
o que teria que dizer, eu , às estrelas.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Mini Conto - Uma Velha Guerreira

Carmen Apóstolo

Seu olhar era severo, porém, denotava a firmeza de uma verdadeira guerreira, destemida e confiante na vida, com seus movimentos de volta à calma, tudo dentro de um equilíbrio admirável. Assim era Dona Antônia. Sempre arrastava suas chinelas atrás de um balcão, na pequena cidade de Canoa Grande.
Aquele armazém de secos e molhados, representava a vida para aquela senhora que vivia a contabilizar : somando, dividindo e multiplicando como ninguém, tudo na hora, mesmo sendo analfabeta. A freguesia era grande e nos dias de pagamento havia incumbências para todos. Aquele espaço de vendas ficava repleto de colonos que amarravam seus cavalos nos postes enquanto faziam suas compras. Jamais conheci uma pessoa mais sábia quanto aquela em toda minha vida.Agora eu penso assim, relembrando os fatos e suas conjecturas. As letras pareciam estar latentes em sua mente e, de quando em vez eram manifestadas com propriedade através de atitudes verbais ou soluções práticase acertadas.
Naquela época, tempos idos e saudosos,eu ainda era criança e brincava na praça da matriz com minhas amigas , sempre depois de chegarmos da escola. Brincávamos de roda, passa anel, peteca, pular corda, isto tudo enquanto não chegasse um belo circo que nos arrebatasse arrebatasse a todos , pela preferência. Quando isto acontecia ,muitas crianças eram escolhidas para fazer parte do elenco do circo teatro. Assim, as famílias garantiam a lotação.
Só aquela atenta senhora não arredava os pés dali antes da hora de baixar as portas. Eu bem que gostava de todo esse movimento porque me rendia muito mais caramelos e sorvetes apetitosos na sorveteria do Senhor Emílio Guither. A comemoração das vendas sempre era por la .
Muitas vezes eu ficava a pensar , havia algo que não combinava com o semblante de Dona Antônia, tanto lucro, tanto sucesso e tanta severidade no olhar.Agora entendo . Aquela postura era indispensável para impor o respeito devido. É , eu não sabia analisar bem os fatos, apenas pensava, sem profundidade. Para mim, ela era boazinha e também gostava de caramelos coloridos.
Depois de certo tempo eu descobri que seus filhos todos já tinham se casado e ela se dedicava ao trabalho para matar a saudade. Eu,sem perceber , ajudava distraindo-a com minha conversa infantil e ela também me contava alguns casos quando lhe sobrava tempo.
Numa quinta feira santa, dia da cerimônia do Lava-pés , eu estava bem em frente ao armazém quando vi muitos balaios na calçada e uma fila de pessoas a esperar . Corri para perto e vi que eram
pães caseiros para distribuir a todos que por ali passassem. Esta era uma velha promessa daquela criatura que todo ano oferecia pães ao povo e aos 12 apóstolos que participavam da cerimônia na igreja.Naquele dia não havia postes suficientes para amarrar tantos cavalos que estavam ali parados.
Dona Antônia não demonstrava muito seus sentimentos, mas ,gostava de crianças, pois era madrinha de todos. Cada criança que nascia era um novo afilhado.
Eu, como afilhada mais chegada ,fui convidada para ir com ela fazer uma visita a sua amiga Rafaela. Eu entendi que iriam cortar uma casaca. Chegando la, conversa vai, conversa vem...nem Dona Antônia, nem sua amiga Rafaela cortaram casaca nenhuma. Na hora da despedida, boa noite, boa noite, eu não consegui me segurar e perguntei:
- E a casaca, não vão cortar?
Foi só rizada. Depois eu soube que cortar casaca era jogar conversa fora ou falar dos outros.
Achei mesmo que era muita conversa para uma casaca só.
Ela me contava , entre outras coisas,que sempre no último sábado
de cada mês os colonos das fazsndas recebiam uma ordem de pagamento para comprarem o que precisassem . Com pouco dinheiro compravam : carne seca, bacalhau, sardinha prensada, linguiça na banha , além de roupas calçados etc.
Assim o tempo passou ...passou e ficou curto para tantos empreendimentos.
O que eu sei é que aquela guerreira enriqueceu, nunca leu, nunca escreveu, mas entendeu tudo que nunca lhe foi ensinado.
Sua força, determinação e severidade, misturadas à doçura ,,sempre ficarão gravadas em mim e fazem parte da tênue lembrança dos dias da minha infância.

sábado, 17 de outubro de 2009

Silêncio Falador

Carmen Apóstolo

Que silêncio falador,
ruído daquela inércia,
inércia do pensador !
Silêncio que segue as horas
no tic tac fremente,
ritmando cada verso
no toc toc da mente.
O silêncio de horas tantas,
tantas horas, tantos dias,
é falador na tristeza,
na saudade, na alegria,
num instante faz a prece
e no outro, uma poesia !

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Ritmando a Vida

Ritmando a Vida

Carmen Apóstolo


Noites
e noites
molhos
abrolhos
cantos
recantos
deste sem fim
elos
duelos
provas
reprovas
dores
amores
cantam assim
Segue
prossegue
corre
recorre
cala
recala
a dor enfim
vivem
revivem
prantos
recantos
preces
e cantos
sonhos de mim
faço
refaço
mais
um compasso
jogo meu laço
nos versos
Fim

sábado, 3 de outubro de 2009

Salvai as Matas, Senhores !...

Carmen Apóstolo

É noite de lua cheia,
estrelas entoam salmos,
a dama nos céus desponta,
refulgente, em halos calmos.
Ao perfume do arvoredo,
sete cores misturadas,
Aqui o cheiro do verde,
matizes das madrugadas.
Adentrando a essa festa,
os sinos no céu ressoam,
antecipando um milagre,
coros de anjos entoam:
Salvai as matas, senhores,
Salvai as matas, senhores!...
Não deixeis machado rude
ultrajar o Santuário,
natureza é templo amado.
cada planta é um sacrário.
Salvai a vida, senhores,
Salvai a vida, senhores!...
Ouçamos preces da noite,
Ouçamos preces da aurora!
Salvai a vida, senhores,
Antes do passar da hora !...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Poeta e Solidão

Carmen Apóstolo

Janelas abertas,
o vento embala as cortinas...
Aqui dentro a quietude é morna:
um gato mia no telhado,
um cão dormita na varanda
e os olhares no horizonte
vão bem mais longe que antes,
bem mais longe!
A cadeira balança,
o dia segue o caminho,
a noite aconselha o travesseiro
cheio de letras, quase versos!...
A música suave ocorre do nada,
tudo está pronto, tudo está mudado!
A noite apagou o último rastro da quietude,
não havendo em meio a tudo,alguém que mude
o destino das palavras loucas
que emergem do silêncio em vozes roucas.
Solidão, saudade,formas das palavras,
Como existiriam poetas sem sofrê- las
se é na escuridão da noite que se vê
o brilho próprio das estrelas ?

.
..

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Monólogo Poético

Carmen Apóstolo

Monólogo poético não tem censura,
não corta nos lábios a palavra louca,
traça-se o pensamento rápido, num instante
antes de perdê-lo em plena lógica.

Esqueci-me de um verso que passou
e, sem que o percebesse, se foi...
Diferente é o monólogo poético
do que não se diz antes de pensá-lo.

É o saber d alma que se esvai num sopro
e se esfuma tal qual quimera,
não se prevê o momento nem se estabelece,
o que se quer é o apenas inspirado,
talvez , sem saber, anteriormente traçado
num consciente inconsciente,
imprevisto da mente poética,
pois: poeta é isto!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Salmo da Alegria

Carmen Apóstolo

Entre a alegria e as flores
a luz vem, logo se espalma
como fossem flores d alma!
Os canteiros colorindo
os campos que vão sumindo
Na perspectiva real...
O sol bate nas águas
emprestando a mais um dia
Seu encanto universal !
Os pássaros coloridos,
coloridos como as fores,
passam todos a trinar
a canção inebriante
Com estribilhos de amar !...
Hoje vemos nos jardins,
girasois, lírios, verbenas,
rosas, cravos e açucenas,
a festa toda no ar !
A brisa sussurra um salmo,
as flores mesclam na cor
demonstrando nos matizes
a pureza e o frescor. !
E, a água cristalina
Vem satitando da mina
pra festejar a chegada
multicor e ensolarada
dos campos a florescer !
As palavras ao acaso
não são mera fantasia,
é como devemos ser:
Diante a flor, a alegria,
Diante ao sol, o amanhecer !...

sábado, 29 de agosto de 2009

Nascimento

Carmen Apóstolo

Sorria, que entre as pedras e o mato verde a água brota,
favorecendo o nascimento e a preservação da espécie !
Num repente, em pleno caos brilham estrelas !
Entre o estático e o dinâmico, céleres luzes faiscam pelo espaço,
e as árvores frondosas na sua fotossíntese,
mostram a exuberância das matas,
purificando e multiplicando ao sabor dos ventos.
Nascimento, oh bendito nascimento.
Eis que a mãe terra se regenera !
Tudo se reconstitui, tanto os peixes quanto os igarapés !
Assim vibram as palavras que no doce embalo dos poetas,
juntam-se em versos para ninar os novos pensamentos...
Semear, semear...Eis a questão ! Sorria!
O importante é nascermos a cada dia
e retornando a força motriz,
comemorarmos a cada ano
a mais bela noite feliz
Nas mãos a flor

Carmen Apóstolo

Poema,
noite,
lua vazia
tão fugidia!
Estrela pisca
no azul
noite
noite fria.
Cala, recala
um verso no espaço,
na rede cansaço,
nos braços amor,
nos olhos saudade,
no peito amizade,
nas mãos uma flor.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Plantei, Plantaste.

Carmen Apóstolo


Plantei,
Plantaste,
Plantamos
Nos caminhos
As flores,
Amores,
Espinhos e cores,
Afetos,
Candores e mais...
Colhi,
Colheste,
Colhemos
Dos mesmos sabores
De flores,
Espinhos
e cores
Dos mesmos amores,
Dos mesmos candores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quadro Vivo

Carmen Apóstolo

Vale verde
Torre
Pincel
Cor
Amor
Traço
Véu
Terraço
Núvem
Céu
Portas
Janelas
Flores
Traços
Cores
Telas
Vielas
E mais
Fontes
Rios
Verdes frios
Quadro vivo
Dos meus ais
Quando se quer

Carmen Apóstolo

Eu reolvi,
Eu quero aquela estrela
A minha porta,
No meu jardim,
Na minha horta
Que chova então !
Eu quero a chuva fria,
Embora fria,
Eu quero a chuva
Gota a gota
Resvalando na poesia,
Na vidraça

Na bacia!...
Ah! Aquela chuva fria
E aquela estrela!...

sábado, 8 de agosto de 2009

Não Chores

Carmen Apóstolo

Não chores, não chores,
Que do nada se fez o mundo!
Colherei do teu jardim
A rosa mais perfeita
E o cravo mais vermelho.
Sou teu amigo verso,
Fruto do reverso
E te cingirei de estrelas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Garças Brancas

Carmen Apóstolo

Límpido rio sob garças brancas,
Lindas garças sobre o rio manso
Esvoaçam ao sabor dos ventos
A cobrir de alvura os desalentos

Barra do rio morno e solitário,
Garças lépidas que nos levam em suas asas,
Como sonhos esvaídos,mas , tão belos
Cobrindo de esperança os desanelos.
Brancas garças a voarem pelo espaço
Ao compaço de horas tão queridas,

Quero ser o branco dessa paz que levas
Como alva luz a dissipar as trevas.




quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Lua

Carmen Apóstolo

À porta da rua
Uma lua,
Uma lua
À porta da rua.
No espaço as estrelas...
Refletem no mar,
Que luar,
Que luar!...
É a cara da lua
Na poça da rua,
A rua da lua,
A lua de amar !



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Velhos Temas

Carmen Apóstolo

Na alma,
Na palma,
Na calma,
Com velas luzindo
Ao canto do mar,
Desfilam os versos
Do aor.
Da verdade,
Na terna saudade
De um belo vagar.
È o pranto,
È o canto
Do amor que é imenso,
É tudo que penso
Do riso,
Do lenço
No branco acenar...
É a calma da alma,
É a doce beleza
Da leve tristeza
Das horas que vão...

É o pranto fechado,
E o riso parado
No canto calado
Da nossa canção.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ideias

Carmen Apóstolo

Ideias fervem em cérebros pensantes
Como água do rio borbulhante ao sol !
E as palavras deslizam paralelas.
Amanhã, já não serão aquelas,
As águas correm
E não voltam mais!
Criei, criaste, criamos,Sobre o branco dos rios,
Sobre o verde dos ramos.
E as cabeças pensantes...
Diga-me, o que é preciso para que sorrias ?

Pega tua mala de sonhos,
Mantenha os lábios risonhos,
Muda o pensar vazio,
Pois asim borbulha o rio.
Semeia tuas ideias
Sem pensares nas plateias !
Aí, no riacho à beira,
Junto àquela clareira,
Amanhã, sei, colherás
Os sonhos que irás plantar !...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Filosofia

Carmen Apóstolo

Filosofia, às vezes, ingrata,
Imperiosa, liberta !
Às vezes, cordata
Como garças brancas de asas abertas.
És essência, lógica ,por A mais B,
Barulhenta na tormenta ,
Na calma és mudês da alma,
Porem, ecoas no espaço,
Mais forte que um grande laço...
Aos ouvidos dizes coisas
Que é só pensar pra sentir.
A resposta em silogismo
De ti, sempre irá fluir !
Se o homem falante é homem
Que pensa, portanto vive...
Por que não cuidar dos rios,
Das garças a esvoaçar ?
Amanhã , já será tarde...
A água , quem tomará ?
A Noite É Das Estrelas

Carmen Apóstolo

Mesmo que o dia vá,
mesmo em noite escura
a lua brilha tão pura...
Uma porção de estrelas
brilham ao seu redor.

E ao som de notas silentes,
a alegria, lentamente,
acorda na manhã.
O sol reflete no lago,
Rio corre em pedras frias
e aos poucos já não somos
o que em noite já fomos...
Sonha-se à luz do dia
porque a noite é das estrelas .
Palavras De Criação

Carmen Apóstolo

Alma
Frio
Dor
Vazio
Elo
Flor
Amor sombrio
Galho
Ninho
Taça e vinho
Prece
Véu
Festas
Cores
Lábios
Mel
Temas Poéticos

Carmen Apóstolo

A flor,
O amor,
A dor
E mais:
Vagar no mar,
Pairar no ar
Por sobre a cor
Da mesma dor
Do amor,
Do mar !
Estar aqui,
Alí e lá,
Por sobre a cor
Do mesmo amor
Da cor do mar.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Palavras Lógicas

Carmen Apóstolo

Laço
Maço
Flores
Cores
Dor
Amores
Olhos
Molhos
De alecrim
Faço
Passo
Folhas
Laço
Jogo
Traço
No sem fim
Planto
Colho
Vivo
Ou morro
Se fenece
O alecrim
Agora

Carmen Apóstolo

Agora eu quero,
Apenas o agora,
Não mais,
Um sorriso em chuva,
Uma oração muda,
Pedras da rua,
À luz da lua,
Como a canção!
Se a chuva canta,
Vem a esperança
E novos versos
Brotam do chão.
Estrela À Porta

Carmen Apóstolo

Se a alma se entrega
coração não nega
O bem que se esvai !
Eu trago cantante
Na voz de minh alma,
O bem que se espalma.
É a brisa na calma,
É a estrela, é o afã
Brilhando na porta
Do meu amanhã.
Nascimento

Carmen Apóstolo

Nasceu a água e a terra,
Nasceu a estrela no céu,
A verdade entre os lábios
E a pureza sob o véu.
Dos olhares nascem lágrimas,
Da alegria nasce o mel !
Como teremos sorrisos
Se não cuspirmos o fel ?
Era o caos depois a luz
E a nascente verteu...
Natureza coloriu
Belas plantas pelo rio
E o barco pra longe vai...
Tudo nasce e se transforma,
tal a noite, tal o dia,
Milagre de terra e sol.
Assim nascem pensamentos
fisgados em nosso anzol !
Ritmando A Vida

Carmen Apóstolo

Noites
Açoites
Molhos
Abrolhos
Cantos
Recantos
Deste sem fim
Elos
Duelos
Provas
Reprovas
Dores
Amores
Cantam assim
Segue
Prossegue
Corre
Recorre
Cala
Recala
A dor enfim
Basta-Me...
Carmen Apóstolo

Bast-me o sol,
A Chuva e o hálito morno
Da lua de boca escancarada
Que faz exalar no espaço
O perfume da madrugada.
Basta-me o mar trazendo-me a saudade
Entre as distâncias de tempo e espaços,
Entre o vazio dos braços
E o ascender de estrelas.
Basta-me a natureza,
O sol, a chuva, a lua...
E a rede que é meu regaço,
Pois que, dos versos me faço
Completa, repleta de ti.

terça-feira, 9 de junho de 2009


O Céu EstáSorrindo

Carmen Apóstolo

Na boca da noite
Um riso escancarado.
Desmaia no horizonte
O último facho.
Silêncio, eis que chega a dama
De estrelas coberta
Com um grande manto
E uma lua na testa.
Dorme que é noite alta,
O céu está sorrindo !

segunda-feira, 8 de junho de 2009


Poeta,Poeta!...

Carmen Apóstolo

Poeta, Poeta !...
És fruto sadio
Com versos na casca
E na carne também.
Não vês os tropeços,
Entendes maldade,
Pois tua poesia
É como água fria
No fogo da dor.

Canto À natureza

Carmen Apóstolo

Cantei ao mar,
Aos céus e à flor,
À estrela, praias,
Sonho e paz,
O encantamento,
Tudo, enfim:
Da natureza à dor,
Estrela, mar e amor !
Versos da alma
Para nossas flores,
Versos da calma
Pra embalar a dor
Do verde que chora,
Das vidas que irão afora
Por uma estrada sem cor.


quarta-feira, 3 de junho de 2009


Palavras...

Carmen Apóstolo

Palavras à lua,
A lua na rua,
Nem sei mais o que...
Escrevo meus versos
Tirados do espaço,
Na rima da rua
Se queres saber.
Palavras, palavras...
Sumidas, perdidas
No sonho de ser...
Aprovo , reprovo
Na rima calada,
Pois tudo é um nada
Se não fores ler.

sexta-feira, 29 de maio de 2009


Ousadia , Liberdade E Criação

Carmen Apóstolo

Quem ousa neste dia
Praticar a ousadia,
Aquela a desencadear?
Quem vai ousar nesta hora
Palavras que vão afora:
Ousadias de sonhos,
De palavras e desejos,
De ideias mais saudade
Desfilando em liberdade
O tempero da poesia
Que na sua galhardia
Traz delícias do criar.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Basta-me...
Carmen Apóstolo

Basta-me o sol,
A Chuva e o hálito morno
Da lua de boca escancarada
Que faz exalar no espaço
O perfume da madrugada
Basta-me o mar
Trazendo-me a saudade
Entre as distâncias de tempo e espaços,
Entro o vazio dos braços
E o acender de estrelas.
Basta-me a natureza:
O sol , a chuva, a lua
E a rede que é meu regaço,
Pois que dos versos me faço
Completa, repleta de ti.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Chuva
Carmen Apóstolo

Chuva, que doce dor me causas n alma,
Qual leve orvalho a me esfriar aclma
Das horas mortas que se foram.
como o ontem que não voltará.
És sábia na prece em que mergulhas
Sussurrando em tua calma, ador...
Falo de ti , chuva que cai,
Falo de ti, chuva de amor

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Rememorando
Carmen Apóstolo

Leio , releio
Olho, reólho,
Praias e céus!
Traço, retraço
Versos, reversos,
Nuvens e véus!
Cores, amores,
Tudo são flores.
Olho , reólho
Fontes e fontes,
Sonhos de mim.
Restauro cores
Dos meus amores,
Cortinas...
Fim
,

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Natureza
Carmen Apóstolo
Primavera desfilando em cores,
Leva consigo o mais doce alento,
Cobrindo a terra do verde benvindo
E semeando ao sabor do vento !
Água que pura e cristalina passa
Como a Senhora Vida, iluminada,
Traz no seu leito refletindo estrelas ,
Gotas de orvalho ao som da madrugada .



,
a aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Poesias dos papéis amarelados .( de longa data)
Chuva
Carmen Apóstolo
Chuva ,que doce dor me causas n alma,
Qual leve orvalho a me esfriar a calma