sábado, 29 de agosto de 2009

Nascimento

Carmen Apóstolo

Sorria, que entre as pedras e o mato verde a água brota,
favorecendo o nascimento e a preservação da espécie !
Num repente, em pleno caos brilham estrelas !
Entre o estático e o dinâmico, céleres luzes faiscam pelo espaço,
e as árvores frondosas na sua fotossíntese,
mostram a exuberância das matas,
purificando e multiplicando ao sabor dos ventos.
Nascimento, oh bendito nascimento.
Eis que a mãe terra se regenera !
Tudo se reconstitui, tanto os peixes quanto os igarapés !
Assim vibram as palavras que no doce embalo dos poetas,
juntam-se em versos para ninar os novos pensamentos...
Semear, semear...Eis a questão ! Sorria!
O importante é nascermos a cada dia
e retornando a força motriz,
comemorarmos a cada ano
a mais bela noite feliz
Nas mãos a flor

Carmen Apóstolo

Poema,
noite,
lua vazia
tão fugidia!
Estrela pisca
no azul
noite
noite fria.
Cala, recala
um verso no espaço,
na rede cansaço,
nos braços amor,
nos olhos saudade,
no peito amizade,
nas mãos uma flor.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Plantei, Plantaste.

Carmen Apóstolo


Plantei,
Plantaste,
Plantamos
Nos caminhos
As flores,
Amores,
Espinhos e cores,
Afetos,
Candores e mais...
Colhi,
Colheste,
Colhemos
Dos mesmos sabores
De flores,
Espinhos
e cores
Dos mesmos amores,
Dos mesmos candores.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Quadro Vivo

Carmen Apóstolo

Vale verde
Torre
Pincel
Cor
Amor
Traço
Véu
Terraço
Núvem
Céu
Portas
Janelas
Flores
Traços
Cores
Telas
Vielas
E mais
Fontes
Rios
Verdes frios
Quadro vivo
Dos meus ais
Quando se quer

Carmen Apóstolo

Eu reolvi,
Eu quero aquela estrela
A minha porta,
No meu jardim,
Na minha horta
Que chova então !
Eu quero a chuva fria,
Embora fria,
Eu quero a chuva
Gota a gota
Resvalando na poesia,
Na vidraça

Na bacia!...
Ah! Aquela chuva fria
E aquela estrela!...

sábado, 8 de agosto de 2009

Não Chores

Carmen Apóstolo

Não chores, não chores,
Que do nada se fez o mundo!
Colherei do teu jardim
A rosa mais perfeita
E o cravo mais vermelho.
Sou teu amigo verso,
Fruto do reverso
E te cingirei de estrelas.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Garças Brancas

Carmen Apóstolo

Límpido rio sob garças brancas,
Lindas garças sobre o rio manso
Esvoaçam ao sabor dos ventos
A cobrir de alvura os desalentos

Barra do rio morno e solitário,
Garças lépidas que nos levam em suas asas,
Como sonhos esvaídos,mas , tão belos
Cobrindo de esperança os desanelos.
Brancas garças a voarem pelo espaço
Ao compaço de horas tão queridas,

Quero ser o branco dessa paz que levas
Como alva luz a dissipar as trevas.




quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Lua

Carmen Apóstolo

À porta da rua
Uma lua,
Uma lua
À porta da rua.
No espaço as estrelas...
Refletem no mar,
Que luar,
Que luar!...
É a cara da lua
Na poça da rua,
A rua da lua,
A lua de amar !



terça-feira, 4 de agosto de 2009

Velhos Temas

Carmen Apóstolo

Na alma,
Na palma,
Na calma,
Com velas luzindo
Ao canto do mar,
Desfilam os versos
Do aor.
Da verdade,
Na terna saudade
De um belo vagar.
È o pranto,
È o canto
Do amor que é imenso,
É tudo que penso
Do riso,
Do lenço
No branco acenar...
É a calma da alma,
É a doce beleza
Da leve tristeza
Das horas que vão...

É o pranto fechado,
E o riso parado
No canto calado
Da nossa canção.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ideias

Carmen Apóstolo

Ideias fervem em cérebros pensantes
Como água do rio borbulhante ao sol !
E as palavras deslizam paralelas.
Amanhã, já não serão aquelas,
As águas correm
E não voltam mais!
Criei, criaste, criamos,Sobre o branco dos rios,
Sobre o verde dos ramos.
E as cabeças pensantes...
Diga-me, o que é preciso para que sorrias ?

Pega tua mala de sonhos,
Mantenha os lábios risonhos,
Muda o pensar vazio,
Pois asim borbulha o rio.
Semeia tuas ideias
Sem pensares nas plateias !
Aí, no riacho à beira,
Junto àquela clareira,
Amanhã, sei, colherás
Os sonhos que irás plantar !...